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A proposta de se escrever um livro totalmente voltado ao paciente adulto decorre da própria natureza do tratamento, que exige um conhecimento diferenciado em relação aos objetivos, possibilidades, limitações e inter-relações das especialidades.
Dentes fraturados, perdas ósseas e dentárias, reataurações irregulares, parafunções e ausência de crescimento impõem trabalho interdisciplinar que, por sua vez, modifica a rotina dos procedimentos clínicos ortodônticos, pois há outros parâmetros para serem avaliados no planejamento e na condução dos casos.
Justamente aí é que reside a dificuldade, pois torna-se difícil para o clínico ter, em suas mãos e saber onde buscar, as inúmeras informações e requisitos essenciais das outras especialidades.
Inédita e muito aguardada, essa obra aborda as inter-relações e objetivos da Periodontia, Prótese, Implantodontia e Cirurgia Ortognática com a Ortodontia e também o tratamento, exclusivamente ortodôntico, dos pacientes adultos. As diversas alternativas são apresentadas de forma simples e clara, exemplificadas extensivamente comm fotos e ilustrações.
Este livro é uma ferramente de trabalho, não só de estudo, como também para a troca de informações com os colegas das outras áreas e comunicação com seus pacientes.
Sumário
Prefácio
Apresentação
Parte I - Princípios biológicos relacionados ao tratamento ortodôntico no paciente adulto
• Capítulo 1 - Nomeclatura dos termos e problemas periodontais de interesse ortodôntico
1 Anatomia do periodonto: conceitos de normalidade
1.1 Gengiva
1.1.1 A gengica livre
1.1.2 Sulco gengival
1.1.3 A gengiva inserida
1.2 Ligamento periodontal
1.3 Cemento
1.3.1 Cemento acelular ou primário
1.3.2 Cemento celular ou secundário
1.4 Processo alveolar
1.5 Distância biológica
2 Condições patológicas do periodonto
2.1 Lesões do tecido gengival
2.1.1 Gengivite
2.1.2 Aumento do volume gengival
2.1.3 Recessão gengival
2.2 Lesões do tecido ósseo
2.2.1 Perdas supra-ósseas ou horizontais
2.2.2 Perdas infraósseas ou verticais - Defeitos ósseos
3 Trauma de oclusão
3.1 Trauma oclusal primário
3.2 Trauma oclusal secundário
3.3 Tratamento do trauma de oclusão
3.4 Por que tratar o trauma de oclusão
4 Métodos auxiliares de diagnóstico na clínica ortodôntica
4.1 Sondagem
4.2 Verificação da mobilidade dentária
4.3 Radiografias periapicais
Referências
• Capítulo 2 - Dinâmica do movimento dentário e diferenças entre o adulto e o jovem
1 Conceito de unidade dente-osso-ligamento periodontal
2 Migração dentária
3 Movimentação dentária no periodonto sadio
3.1 Movimentação ortodôntica em pacientes adultos
3.2 Movimentação ortodôntica em pacientes comprometidos periodontalmente
Conclusão
Referências
Parte II - Tratamento interdisciplinas orto-perio-prótese-implante
• Capítulo 3 - Alterações verticais no periodonto: extrusão e intrusão
1 Dinâmica do movimento
1.1 Tracionamento rápido
1.1.1 Tracionamento radicular com finalidade protética
1.1.2 Tracionamento radicular com finalidade protética utilizando-se a técnica de fibrotomia
1.1.3 Detalhes da restauração final dos dentes tracionados
1.2 Tracionamento lento
1.2.1 Tracionamento radicular em jovens com finalidade de manter o rebordo vestibulolingual
1.2.2 Tracionamento radicular para a correção de defeitos infraósseos isolados de uma, duas ou três paredes
1.2.3 Tracionamento lento com finalidade de nivelar a topografia gengival
1.2.4 Tracionamento radicular em dentes com comprometimento periodontal, no condicionamento ósseo-gengival do local de futuro implante
1.3 Tipos de aparelhos utilizados na extrusão dentária
1.4 Conceitos clínicos gerais relacionados à extrusão dentária com aparelhos fixos
1.4.1 Ancoragem
1.4.2 Montagem do aparelho
1.4.3 Durante a movimentação
1.4.4 Cirurgias
1.4.5 Contenção pós tracionamento
2 Intrusão dentária
2.1 Casos com migração vertical fisiológica
2.1.1 Princípios biológicos relacionados ao movimento
2.1.2 Estabilidade e contenção
2.1.3 A racionalização da utilização dos movimentos verticais na finalização do tratamento ortodôntico
2.2 Casos com migração vertical patológica
2.2.1 Controvérsias a respeito do movimento intrusivo na presença de lesões periodontais
2.3 Conceitos clínicos gerais relacionados à intrusão dentária
Conclusões
Referências
• Capítulo 4 - Verticalização de molares
1 Fatores relacionados
1.1 Modificação da anatomia óssea na mesial dos molares
1.2 Retenção de placa na mesial do molar devido ao díficil acesso durante escovação
1.3 Áreas de impacção alimentar na região entre os dentes mais anteriores à ausência
1.4 Cáries nas superfícies de contato distal do segundo molar
1.5 Extrusão do dente antagonista
1.6 Alteração do espaço edêntulo
1.7 Colapso oclusal
2 Dinâmica do movimento
3 Seleção do aparelho e mecânica utilizada
3.1 Quanto à ancoragem
3.1.1 Movimentos unilaterais
3.1.2 Movimentos bilaterais
3.2 Quanto à mecânica utilizada
3.2.1 Espaços pequenos (um molar;um molar e um pré-molar ou dois pré-molares)
3.2.2 Espaços grandes (ausência de dois molares ou mais)
4 Potencial de correção anteroposterior dos movimentos de verticalização
4.1 Aumento do arco inferior
4.2 Aumento do arco superior
5 Procedimentos periodontais relacionados aos movimentos de verticalização
5.1 Cirurgias gengivais
5.2 Correção cirúrgica de defeitos ósseos
5.2.1 Defeitos de furca
5.2.2 Defeitos de três paredes ósseas
5.2.3 Defeitos hemiseptais
6 Considerações finais
Referências
• Capítulo 5 - A inter-relação Ortodontia e Implantodontia
Introdução
Os implantes osseointegrados
1 Época adequada para a fixação de implantes com finalidade restauradora
2 Preparo tridimensional para implantes - as cinco chaves para o posicionamento ideal dos implantes visando a função e estética
2.1 Espaço para a coroa protética
2.1.1 A oclusão do paciente é estável e não há intenção de um tratamento ortodôntico generalizado para a correção de algum tipo de má oclusão
2.1.2 O paciente apresenta má oclusão generalizada e será tratado ortodonticamente
2.1.3 Os implantes são colocados ao final do tratamento ortodôntico
2.1.4 Alguns implantes são instalados no início ou no meio do tratamento para auxiliar na movimentação
2.2 Espaço apical entre raízes adjacentes
2.3 Espaço entre a plataforma do implante e raízes adjacentes ao nível da crista óssea
2.4 Espessura de rebordo ósseo apropriado
2.5 Altura do rebordo ósseo
3 Racionalização ortodôntica nas agenesias anterossuperiores
3.1 Reabilitação protética
3.2 Substituição dos incisivos laterais pelos caninos
3.2.1 Relacionamento anteroposterior
3.2.2 Estética
3.2.3 Oclusão funcional
3.2.4 Tempo de tratamento
Conclusões
Referências
• Capítulo 6 - Tratamento ortodôntico em pacientes com problemas periodontais
1 O paciente orto-pério
2 A relação do posicionamento dentário com os problemas periodontais
3 Resposta biológica do periodonto comprometido às forças ortodônticas
4 Movimentos que beneficiam o status periodontal
4.1 Movimentos verticais
4.2 Movimentos horizontais
5 Plano de tratamento
6 Dentes seriamente comprometidos: abordagem clínica
6.1 Profundidade da bolsa
6.2 Grau de mobilidade
6.3 Proporção coroa-raiz
7 Limitações
8 Protocolo de tratamento do paciente orto-pério
9 Considerações a respeito do tecido gengival e o movimento ortodôntico
9.1 Recessões gengivais
9.2 Aumento do volume gengival
9.3 Triângulo negro o fenômeno das papilas ausentes
9.3.1 Tratamento
10 Tópicos relacionados ao tratamento orto-pério
10.1 Contenções
10.1.1 Contenção tipo canaleta
10.1.2 COntenção com tiras e polietileno
10.1.3 Contenção ponto a ponto com fio semi-rígido
10.1.4 Contenção ponto a ponto com fio rígido e dobras para higienização
10.2 Cirurgias
10.2.1 Redução cirúrgica de bolsa
10.2.2 Raspagem com campo aberto
10.2.3 Regeneração tecidual guiada
10.2.4 Enxerto gengival
10.2.5 Plastia gengival
10.2.6 Frenectomia
10.2.7 Plastia óssea e gengival
11 Considerações finais
12 Resumo
Referências
Parte III - Ancoragem esquelética
• Capítulo 7 - A utilização rotineira dos mini-implantes na clínica ortodôntica
Introdução
1 Mini-implante: nomenclatura, design e características
2 Escolha do parafuso
2.1 Quanto ao comprimento
2.2 Quanto ao diâmetro
2.3 Quanto ao colar
3 Instalação
3.1 Técnica transmucosa com broca
3.2 Técnica transmucosa com parafuso autoperfurante
3.3 Cirurgia com retalho
4 Observações concernentes ao uso das brocas para perfuração
5 Instruções ao paciente
6 Posições ideais para colocação dos mini-implantes
7 Movimentação ortodôntica com ancoragem esquelética
7.1 Retração inicial de caninos e retração em massa
7.1.1 Instalação alta
7.1.2 Instalação média
7.1.3 Instalação baixa
7.1.4 Preparando o espaço para o mini-implante
7.1.5 Intensidade de força
7.1.6 Efeitos colaterais da mecânica de retração em massa
7.2 Intrusão de molares
7.2.1 Molares extruídos decorrente da perda dos antagonistas
7.2.2 Casos com excessivo componente vertical de crescimento e presença ou não de mordidas abertas anteriores
7.2.3 Escolha do local de instalação dos mini-implantes
7.2.4 Intensidade de força
7.2.5 Efeitos colaterais na intrusão de denter posteriores
7.3 Intrusão de dentes anteriores
7.3.1 Localização dos mini-implantes para a intrusão de dentes anteriores
7.3.2 Intensidade de força
7.3.3 Efeitos colaterais na intrusão de dentes anteriores
7.4 Movimento de mesialização de molares
7.4.1 O dente foi perdido há muito tempo e o rebordo ósseo aprensenta-se atrofiado
7.4.2 Como conduzir a mecânica para contrabalançar os efeitos de inclinação, rotação e de extrusão dos molares durante o movimento?
8 Tempo para a aplicação de força
9 Fatores relacionados ao insucesso dos mini-implantes
10 Remoção
11 Problemas e complicações
Conclusões
Referências
Parte IV - Ortodontia na dentadura hígida
• Capítulo 8 - Tratamento ortodôntico corretivo em adultos
1 Analisando o paciente adulto
1.1 Diagnóstico do tratamento centrado na face
1.1.1 Análise frontal da face
1.1.2 Análise lateral da face
2 A geometria do posicionamento dentário
2.1 Classe I
2.2 Classe II
2.3 Classe III
2.4 Más oclusões assimétricas
2.5 Más oclusões atípicas
2.6 Extração de incisivos inferiores
3 As 4 chaves para as decisões de extrações
4 Racionalização do planejamento
4.1 Más oclusões dentárias
4.2 Más oclusões esqueléticas
4.3 Más oclusões com discrepâncias transversais
4.3.1 Objetivos do tratamento
4.3.2 Racionalização do tratamento da atresia maxilar em adultos
4.3.3 Alternativas de tratamento das atresias maxilares em adultos
4.3.3.1 Conformação do arco dentário com os fios ortodônticos
4.3.3.2 Conformação dos arcos + elásticos intermaxilares
4.3.3.3 Expansão alveolar rápida da maxila (EARM)
4.3.3.4 Expansão rápida da maxila (ERM)
4.3.3.5 Expansão rápida da maxila assistida cirurgicamente (ERAC)
5 Contenções em adultos
Conclusões
Referências
• Capítulo 9 - Tratamento ortodôntico-cirúrgico
Um pouco de história
O tratamento ortodôntico-cirúrgico
1 Diagnóstico e eleição do paciente para Cirurgia Ortognática
2 Osteotomia maxilares, mandibulares e técnicas cirúrgicas
2.1 Osteotomias mandibulares
2.1.1 Osteotomia sagital bilateral do ramo ascendente
2.1.2 Osteotomia do mento
2.2 Osteotomias da maxila
2.2.1 Tipo Le Fort I
2.2.2 Osteotomia multisegmentada da maxila
3 Efeitos da manipulação dos tecidos ósseos na face
4 Etapas do tratamento combinado ortodôntico-cirúrgico
4.1 Planejamento
4.2 Tratamento ortodôntico: retrotratamento
4.2.1 Racionalização da movimentação sagital
4.2.1.1 Casos com necessidade de avanço mandibular e/ou rotação anti-horária da mandíbula decorrente de excesso vertical
4.2.1.2 Casos com necessidade de avanço maxilar
4.2.2 Racionalização da movimentação transversal
4.2.3 Racionalização da movimentação vertical
4.2.3.1 Dimensão vertical aumentada
4.2.3.2 Dimensão vertical reduzida
4.2.4 Racionalização da movimentação nos casos assimétricos
4.2.5 Terceiros molares - quando extraí-los e quando mantê-los
4.3 Moldagem pré-cirúrgica
4.4 Reavaliação do posicionamento dentário
4.5 Soldagem de ganchos e acessórios
4.6 Documentação pré-cirúrgica e planejamento definitivo
4.7 cirurgia de modelos
4.8 Cirurgia
4.9 Convalescença
4.10 Recolagem de acessórios
4.11 Procedimentos de finalização
4.12 Remoção do aparelho
4.13 Contenção
4.14 Documentação final
5 Tratamento das anomalias dentofaciais
5.1 Discrepâncias sagitais
5.1.1 Má oclusão de Classe II
5.1.2 Má oclusão de Classe III
5.2 Discrepâncias verticais da face
5.2.1 Face longa
5.2.2 Face curta
Casos clínicos
Conclusões
Referências
• Índice remissivo
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